sábado, 4 de julho de 2009

M'. : Aqui o que está em questão é o teu sentimento. Acho que muitas vezes ficaram coisas por dizer nas entrelinhas.
J'. : Como por exemplo!?
M'. : Tu é que tens de dizer. Nas cartas que já mandas-te haviam coisas que me ponham a pensar no que querias dizer.
J'. : Que coisas!? As cartas diziam muitas vezes aquilo que por vezes ou raramente viste.
M'. : Agora não sei dizer especificamente o que era.
J'. : Foi só nas cartas é que estou com a ultima mesmo ah minha frente.
M'. : Haviam certas cenas que parecia que querias dizer mas só dizias indirectamente.
J'. : Na ultima!?
M'. : Não me lembro, esquece lá isso.
J'. :Não, não esqueço! Diz-me o que ficas-te a pensar, que eu explico-te as tais entrelinhas que não te disse!!
M'. : Não. Esquece, porque já nem me lembro bem. Mas se tu me quisesses contar alguma coisa dizias.
J'. : Talvez. Há coisas que te disse sem tu entenderes, mas não me perguntes porquê.
M'. : Mas gostava que me dissesses para eu entender.
J'. : Eu tentei dizer-te durante um ano e tal mas tu parecia que não querias saber. E o dia que estivemos juntos julgo não ter o mesmo significado para ti como para mim.
M'. : Diz-me então.
J'. : Tu tiveste-me na mão. Podias fazer de mim o que quisesses. Eu dava a vida por ti, sempre o fiz. Entendes-te tu alguma vez o que sentia por ti!? Eu amava-te de verdade mas isso nunca chegou pois não!? Acho que nunca me viste como eu te vi e vejo. Todas as discussões partiam de ciumes tolos e impossíveis até, por ti. Eu fui burra eu sei. Nunca me deste motivos para eu pensar que algum dia gostasses de mim.
M'. : Eu sabia. Porque eu sempre entendi as entrelinhas, e a minha mãe também sabia porque ela disse-me mais que uma vez. Mas tu nunca me disses-te isso assim como o disses-te agora.
J'. : Porque eu vi coisas onde não existiam. Nunca me deste motivos para eu ver o que não existia. Eu sempre tive medo, vergonha e falta de coragem para te dizer. Porque sempre tive medo que me deixasses, que estragasse a nossa amizade, que ficasses chateado e que não sentisses o mesmo.
M'. : Nunca ia estragar nada. Eu também nunca falei mesmo nisso, porque podia estar enganado e passar por convencido
J'. : Pois. Mas saberes ou não, não ia mudar nada.
M'. : Sempre pensei é que nunca ias gostar de mim por causa da distancia. Mas esqueci-me que isso não impedia nada.
J'. : Não impede não. Nunca impediu. Mas tu baseaste-te na distância e esqueceste-te de tudo o resto. Se é que havia resto!?
M'. : Tudo o resto o quê!?
J'. : Se houvesse sentimento de ambas as partes!!
M'. : Que achas que aconteceria se assim fosse!?
J'. : Não sei, diz-me tu. Mas tas sempre a falar na minha parte,mas e a tua!?
M'. : Eu também não sei. E a minha parte acho que vai permanecer incógnita.
J'. : Mais vale já dizer que não.
M'. : Se fosse essa a resposta. Pode não ser.
J'. : Porque não me dizes!?
M'. : Ainda à bocado dizes-te que amavas, é porque já não amas, porquê estar a dizer!?
J'. : Por favor, não me faças isto!!
M'. : Sim. Não o vou fazer, quero que aproveites o teu dia.
J'. : Então diz-me...
M'. : Oh...
J'. : Por favor, diz-me...
M'. : Apenas a nossa distância, nunca nos deixaria ter uma relação


Esta História Nunca Terá Um Fim!?

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